Semestre passado, os integrantes do nosso grupo precisavam realizar uma discussão sobre um determinado trabalho; assim, resolveram se reunir na Unicamp. O local, nesta vez, não foi premeditado, foi apenas sugerido, já que estávamos próximos ao mesmo.
Este local nos surpreendeu imensamente; presenciamos um tempo inquestionavelmente raro: uma brisa leve nos tocava a pele, as nuvens pareciam desenhos esculturais, e o sol... Aquele crepúsculo estava completamente atraente, com aquela mistura de cores fantásticas, que aparecem, principalmente, ao entardecer. Realmente aquele lugar nos chamou muito a atenção e mais do que isso nos cativou.
Sabíamos que não poderíamos falar sobre o tempo, já que este não é uma constante e sim, uma variável a cada momento. Concentramos-nos, portanto, nos artefatos concretos que podem ser apreciados, daquele lugar.Decidimos, então, fixar as nossas polaróides neste local: nos bancos laterais da Biblioteca Central.
A escolha do local: Bancos da Biblioteca Central
Retratamos assim, o estacionamento aos fundos da Biblioteca Central, o qual retrata classes sociais e o constante movimento, daquela parte; o Teatro de Arena, em oposição ao estacionamento, que reflete a liberdade de expressão, na forma da arte da grafite; as Pichações, que acontecem ao redor de onde estão os bancos – estas representam uma outra forma de liberdade de expressão; e ainda, o Ginásio Multidisciplinar, o qual é cede de diferentes manifestações culturais. A partir disso, criamos a nossa Polaróide Invisível:
Legenda:
"Olhe a sua direita; confira a variedade de automóveis que ilustram a predominância de uma classe social mais favorecida."
"Opostamente, veja uma forma de liberdade de expressão, com uma variedade de cores e formas, que retratam a vitalidade do Teatro de Arena."
"Olhe ao seu redor; perceba outros atos de liberdade de expressão; estas, muitas vezes julgadas como ações de vandalismo, que degradam a preservação do espaço cultural."
"Vire-se para trás e veja a grandeza do homem e sua imensidão cultural."